
♥
Pois é.
Encontrar alguém que você supostamente odeia e tem falado mal durante os últimos 340 e tantos dias da sua vida (porque faz quase uma no que você não vê a criatura) pode ser uma experiência reveladora, sim.
Umas verdades batem na sua cara de repente, sabe? É como levar um tapa. Porque a pessoa vem vindo num corredor estreito e no instante em que você a vê, passam milhões de saídas mirabolantes praquela situação na sua cabeça. Virar fumaça? Voar? Fingir que é uma árvore? Há! Isso não é nada. Não vai ter jeito :) você vai ter que olhar firme naquele rosto e cumprimentar. E como uma pobre mortal, vai sim ter que engolir seu orgulho de merda e tentar no mínimo disfarçar o “suposto ódio” que você “supostamente” sente.
Isso aconteceu comigo hoje.
E compartilho do assunto porque aprendi muito com essa situação. Quanto dos meus rancores pelas pessoas não passam apenas de orgulho besta e desnecessário? E quantos dos meus conflitos internos não passam de besteiras que na maior parte do tempo, eu mesma me empenhei em fantasiar em cima? É. Pois é. Pareceu idiotice? Que bom. Eu realmente me senti uma idiota. E vi quanta gente que estou teimando em perdoar, e quanto sentimento desnecessário isso tudo está gerando na minha vida. Que PERDA de tempo E vida. E que bom que eu tive a oportunidade de perceber isso, de fato estou precisando me esforçar pra ser alguém melhor. ♥

A verdade é que quanto mais você nega algo importante dentro de você, mais força esse sentimento ganha. O fato é que o que é importante pra você, é somente pra você. Alguém até pode considerar algo parecido como importante, mas nunca será igual a você.
Melhor é esquecer.
Aquele trabalho pentelho da professora pentelha que tem tudo pra ganhar o Oscar do perrengue do semestre. Vontade de enforcar.
tenho medo de ser deixada
tenho medo de ser trocada
tenho medo de ser enganada
tenho medo de estar errada. Completamente errada. De uma forma tão errada que não tenha conserto.
E tenho medo de ser uma fracassada
medo de nunca ser bonita
medo de nunca ser amada de verdade
medo de nunca mais desenhar nem pintar nada
medo de tropeçar na rua
medo do leite estar azedo amanhã cedo
medo do escuro, o mais genuíno dos meus medos.
Medo de sentir medo. É claro.
Medo do meu cabelo estar indomável amanhã
medo de ter que torcer toalha pra por no varal
medo de queimar a comida (porque certamente eu comeria queimado)
medo de nunca terminar de ler meus livros
medo de nunca começar a ler outros livros.
Tenho medo de não ser tão importante assim
medo de ser ignorada
medo de continuar me sentindo invisível às vezes
medo de perceber que eu não engoli um sapo só, mas vários.
Medo de ser comparada. Comparação é sim o que mais me assusta. É cruel.
Medo de sorvete de figo
medo de não conseguir ficar acordada
medo de ter de fingir
medo de falar. Falar e ninguém escutar.